quarta-feira, 4 de maio de 2016

Maria caminha connosco

Maria foi a primeira discípula de Cristo. Hoje, como Mãe da Igreja, ela continua caminhando connosco e pode nos ensinar o caminho. Nosso coração parece ouvir o que um dia ela disse nas bodas de Caná:

“Fazei tudo o que meu Filho vos disser”!

 Como Mãe de Cristo e Mãe da Igreja, Maria nunca se distanciou da comunidade. Do mesmo jeito que esteve presente em Pentecostes, está presente hoje, em cada comunidade, em cada família.

Como Mãe educadora da fé, ela se faz presente para gerar Cristo no coração de todos os batizados.

 Ela está presente entre nós para animar a fé nos corações vacilantes, chamar de volta os filhos de Deus que se dispersaram, socorrer os mais necessitados, promover a unidade de toda a família de Deus, a Igreja!

 E enquanto o mundo girar, enquanto houver uma tarde e uma manhã, a missão de Maria não terá terminado.

 Maria, Mãe da perseverança,

Conservai-nos em comunhão com vosso Filho. Amém!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

CAPELINHA DAS APARIÇÕES, 29.04.2016


Saudação Inicial
P- Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R: Ámen.

A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo, estejam sempre convosco!

Hoje nós, Missionários do Verbo Divino, Missionárias Servas do Espírito Santo e as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, queremos convidar a cada um de vós, presentes neste lugar tão especial, e a todos os que nos acompanham através dos meios de comunicação, os doentes, as pessoas que estão em viagem, e todos aqueles que queiram unir-se a nós na contemplação do rosto de Cristo Misericordioso, na meditação dos mistérios do Rosário.
Celebramos hoje o dia de Santa Catarina de Sena, co-padroeira da Europa, e protetora das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena. Que Santa Catarina interceda pela Europa e por todo o mundo.
Vamos contemplar os mistérios dolorosos, meditando a entrega total de Jesus ao projeto de vida que Deus tem para toda a criação. Os mistérios serão recitados por alunos do Colégio Conciliar Maria Imaculada, de Leiria.

Primeiro Mistério: A Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras
Jesus, como de costume, saiu e foi para o monte das Oliveiras e os discípulos seguiram-No. Quando chegou ao local disse-lhes: Orai para que não entreis em tentação. (Lc 22,32)
O mundo contemporâneo precisa de testemunhas.
-Rezemos para que todos nós, cristãos, vivamos a nossa fé em coerência profunda e incondicional com os valores do Evangelho.

Segundo Mistério: A Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo
Então Pilatos mandou que levassem Jesus e O flagelassem. Os soldados avançavam para Ele e diziam: Salve ó Rei dos Judeus! E davam-Lhe bofetadas. (Jo 19, 1-3)
 A Igreja encontra-se, muitas vezes, em dolorosas situações: a de ter diante de si o mundo, aberto para a missão, mas um mundo que parece insensível, e a realidade que espera e implora: vem socorrer-nos! 
- Senhor Jesus, ensinai-nos a cooperar com a vossa divina vontade em todas as circunstâncias da nossa vida e a ser verdadeiras testemunhas da vossa infinita caridade para com todos.

Terceiro mistério: Jesus coroado de espinhos e escarnecido
Então os soldados conduziram Jesus para o pretório e despiram-n`O, envolveram-n`O com um manto escarlate e puseram-Lhe uma coroa de espinhos que tinham tecido. (Mc 15, 16-17)
Peçamos ao Senhor por todas as pessoas que carregam na sua vida uma coroa de falta de alimentos, moradia, saúde, educação, de ausência de oportunidades e realização pessoal e social.

Quarto Mistério: Jesus a caminho do Calvário com a Cruz aos ombros
Jesus, levando a cruz às costas, saiu para o chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se diz Gólgota, onde O crucificaram. (Jo 19,17-18)
-Senhor, na caminhada para o Calvário manifestais toda a vossa coerência e total submissão à vontade do Pai. Dai-nos a graça de Vos seguir na aceitação coerente das implicações das nossas escolhas.

Quinto Mistério: A Crucificação e Morte de Jesus
Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-n’O a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: “Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem”. (Lc 23,33-44.45-46)
O Senhor Jesus, de braços abertos, na cruz, acolheu toda a humanidade. Ajudai-nos a abraçar todos os irmãos e, com especial solicitude, os que mais sofrem e necessitam de descobrir o sentido da vida.

Rezemos três Avé  Marias pelo santo Padre  e por toda a Igreja, chamada a ser anunciadora e testemunha da fé, esperança e caridade evangélica.
Ave Maria….3x

Oração final
Deus de infinita bondade, ouvi a nossa oração e por intercessão de Maria, nossa Mãe, concedei alegria aos tristes, alívio aos que estão doentes e paz aos corações atribulados. E a todos nós, concedei-nos hoje e sempre a vossa paz. Por N.S.J.C.

Preparada pela Ir. Mª Mendes, SSpS
Comunidade SSpS de Odivelas

Portugal

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Comunicado final da 189.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa

Abr 7, 2016 | Documentos
Fátima, 4-7 de abril de 2016
1.    Decorreu em Fátima, de 4 a 7 de abril de 2016, a 189.ª Assembleia Plenária dos Bispos portugueses, com a presença do Núncio Apostólico e dos presidentes da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) e da Conferência Nacional dos Institutos Seculares de Portugal (CNISP).
2.    Na abertura dos trabalhos, o Presidente da CEP, depois de elencar os principais pontos da agenda como a partilha de trabalhos setoriais e convergentes dos vários órgãos da CEP e duas propostas de reflexão sobre a eutanásia e o papel dos Bispos diocesanos nas causas matrimoniais, salientou alguns aspetos relevantes da presença solidária e próxima da Igreja face aos grandes desafios da sociedade e da cultura: as crises de vária ordem; a situação dramática dos refugiados e migrantes; os gravíssimos problemas como os fundamentalismos, o terrorismo e a insegurança. Depois de lembrar a importância da exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco sobre a família Amoris Laetitia (Alegria do Amor), que será divulgada amanhã, dia 8, terminou o discurso com um forte apelo a que a encíclica Laudato si’, sobre o cuidado da casa comum seja recebida de modo persistente e profundo como proposta cultural de «ecologia integral».

3.    Os Bispos refletiram sobre a eutanásia, a partir da recente nota pastoral do Conselho Permanente e com a presença de alguns peritos na área do direito e da medicina. A Assembleia reafirmou a total rejeição da eutanásia, que elimina a vida de uma pessoa, matando-a. A Igreja nunca deixará de defender a vida como bem absoluto para o homem, rejeitando todas as formas de cultura de morte. A Assembleia apelou a que se promova cada vez mais uma efetiva proximidade junto dos que mais sofrem e que se intensifique a rede de cuidados paliativos como direito para todos, os quais servem para ajudar a viver e fomentar a esperança.

4.    No contexto da «conversão das estruturas» pedida pelo Papa Francisco e com o contributo do Mons. Carlos Morán Bustos, Decano do Tribunal da Rota da Nunciatura de Madrid, os Bispos refletiram sobre os desafios da reforma processual da declaração de nulidade do matrimónio e, em particular, sobre o processo «mais breve». Sendo uma das grandes novidades do «Motu Proprio», esta proposta do Papa Francisco, além de procurar a celeridade e a simplificação dos processos, protege a verdade do vínculo matrimonial e sua indissolubilidade. A atuação do Bispo, que não se limita ao processo breve, integra-se na administração da justiça que decorre da sua consagração episcopal, exercendo este múnus com critérios de verdade, justiça e misericórdia.

5.    A Assembleia solidarizou-se com todos os refugiados, lamentando que a morte continue a acontecer em vários lugares. Lamentou igualmente a ineficácia da comunidade europeia perante o drama dos refugiados, esperando que se encontrem rapidamente soluções que restituam um estatuto de dignidade a quem sofre em condições indignas. A Igreja continuará a apoiar de um modo muito especial, através das suas instituições, aqueles que permanecem nos países atingidos por conflitos. Espera-se que as pessoas e instituições se mantenham disponíveis para acolher os refugiados, para que tenham qualidade de vida e se integrem na sociedade.

6.    Na sequência do pedido do Papa Francisco, a Conferência Episcopal solicita a todas as comunidades cristãs e à sociedade em geral apoio aos habitantes da Ucrânia, residentes nos dois lados de zona de guerra. Os ofertórios do próximo dia 24 de abril destinam-se a apoiar as graves e urgentes necessidades destas populações.

7.    Tendo em conta o itinerário celebrativo do Centenário das Aparições, esteve na Assembleia o Reitor do Santuário de Fátima, que salientou a grande participação de todas as Dioceses na visita da Imagem Peregrina, ainda a decorrer, vivida como intensa experiência de fé. A Assembleia acolheu a sugestão do Santuário quanto ao modo de envolver todas as Dioceses no acolhimento da Imagem Peregrina na celebração do próximo dia 13 de maio, que incluirá a consagração das Dioceses de Portugal a Nossa Senhora de Fátima, a ser proferida pelo Presidente da CEP.
8.    A Assembleia aprovou um texto que, tendo em conta a fama de santidade e o culto doBeato Bartolomeu dos Mártires, atesta a sua relevância eclesial em vista do processo de canonização com dispensa de milagre. O testemunho da sua vida e a transparência dos seus escritos mostram como o reconhecimento da sua santidade poderá ser marcante para o hoje da história da Igreja, em Portugal e no mundo.

9.    A Assembleia acolheu as informações, comunicações e programações das comissões episcopais e de outros organismos da Conferência Episcopal.
– Educação Cristã e Doutrina da Fé. Foi apresentado o andamento da reflexão do documento sobre a catequese nas várias instâncias diocesanas ligadas à catequese, a situação da disciplina de EMRC e a prioridade dada à formação dos professores, assim como a missão, as dificuldades e os desafios das escolas católicas.
– Pastoral Social e Mobilidade Humana. Foram salientadas as iniciativas e preocupações na pastoral da saúde, nas migrações, na pastoral penitenciária, no cuidado pelas pessoas com deficiência e pelos ciganos, nas questões de justiça e paz, na pastoral do turismo e na ação da Cáritas e das Misericórdias.
– Laicado e Família. Foram referidas algumas iniciativas próximas mais relevantes como a participação na Peregrinação Nacional da Pastoral Juvenil a Fátima, na Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia, no V Congresso Europeu da Pastoral Juvenil em Fátima, no III Encontro Nacional de Leigos em Évora e na Semana de Vida.
– Vocações e Ministérios. Refletiu-se sobretudo sobre a necessidade de se continuar a formação permanente dos sacerdotes e de se procurar um maior dinamismo comum dos secretariados diocesanos das vocações.
– Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Foi apresentada a obra «Clavis Bibliothecarum» pelos seus autores Luana Giurgevich e Henrique Leitão, que constitui o mais completo levantamento de catálogos e inventários de bibliotecas de instituições religiosas em Portugal até 1834. Trata-se de uma obra de referência que obrigará a reinterpretar a nossa história, que não pode deixar de lado o imprescindível contributo e a constante presença da Igreja na cultura portuguesa.
– Liturgia e Espiritualidade. Refletiu-se sobre a necessidade de se intensificar a formação e a música litúrgicas e destacou-se a realização do próximo encontro nacional da pastoral litúrgica sobre o tema «A Liturgia, cume e fonte da misericórdia».
– Missão e Nova Evangelização. Foram referidos projetos e realizações nos setores das missões, do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. Sobre a nova evangelização, foi acentuada a sua função transversal em todos os setores da pastoral e a necessidade de se continuar a realizar um fórum anual para partilha de novidades concretas de experiências pastorais nas várias dioceses.
– Delegado para a Relação entre Bispos e Vida Consagrada. Foram avaliadas positivamente as iniciativas realizadas no âmbito do Ano da Vida Consagrada, deixando aos presidentes da CIRP e da CNISP uma breve partilha sobre as suas atividades, preocupações e desafios. Foram ainda apresentados alguns aspetos sobre o Encontro Internacional sobre a Vida Consagrada, no que respeita particularmente à atualidade e desafios pastorais da Ordem das Virgens.

10. Os Bispos foram informados sobre a recente Assembleia Plenária da Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE), que teve como tema principal «Promover a Paz no Mundo, Vocação da Europa». Nesse sentido, foi referido que sairá brevemente um documento dos Bispos da COMECE sobre o contributo da Igreja para a promoção da paz, assente em três pilares: necessidade de uma consolidação preventiva da paz, a paz pela justiça e a paz pela segurança.

11. A Assembleia procedeu às seguintes nomeações para o próximo triénio: Padre Américo Manuel Alves Aguiar (Diocese do Porto), como Diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja; Padre José Medeiros Constância (Diocese de Angra), como Assistente Nacional do Movimento por um Lar Cristão.

12. A Assembleia aprovou o Relatório de Contas do Secretariado Geral da CEP em 2015 e o Calendário de Atividades da CEP para 2016-2017.

Fátima, 7 de abril de 2016


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Maria, Mãe Amorosa

 Evangelho segundo São João (Jo 19, 25-27)
Maria, Mãe amorosa, com Jesus vives o Mistério da Sua Morte e Ressurreição, na entrega radical da sua vida por amor a Deus e aos homens, para nos resgatar do mal e do pecado.
Tu nos ensinas a contemplar o rosto amoroso de Jesus, e a experimentar na nossa vida que o amor vence o ódio, que o bem vence o mal. Tu nos acolhes como teus filhos e queres ser a nossa Mãe. Tu queres acolher cada um de nós no teu regaço, para nos ensinares o mesmo amor que o teu Filho Jesus ensinou, amando-nos uns aos outros tal como Ele nos amou. Ensina-nos a aceitar o teu Filho crucificado e ressuscitado, e a segui-lo na construção
e será chamado Filho de Deus.


quarta-feira, 23 de março de 2016

«Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai»,


 Ano de Misericordia

É o tempo para a Igreja reencontrar o sentido da missão que o Senhor lhe confiou no dia de Páscoa: ser sinal e instrumento da misericórdia do Pai (cf. Jo 20,m 21-13) […]. » Um Ano em que sejamos tocados pelo Senhor Jesus e transformados pela sua misericórdia para nos tornarmos, também nós, testemunhas da misericórdia. É o tempo favorável para tratar as feridas, para não nos cansarmos de ir ao encontro de quantos estão à espera de ver e tocar sensivelmente os sinais da proximidade de Deus, para oferecer a todos, a todos, o caminho do perdão e da reconciliação».

«Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai», assim começa o Papa Francisco a Bula Misericordia e vultus (n. 1). Na sua encíclica Dives in misericordia, são João Paulo II, também dizia de Cristo: «Ele próprio é, em certo sentido, a misericórdia» (n. 7), e afirmava que a misericórdia «é o segundo nome do amor de Deus».
O Papa Francisco diz: «Misericórdia é o caminho que une Deus ao homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado […].

Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo.

Deixar-se transformar por Jesus Cristo através da Cruz!


RECOLHIMENTO DA COMUNIDADE, 23.03.2016!

Deixar-se transformar por Jesus Cristo através da Cruz!

Escuta Jesus

Em nossa vida diária, prestamos ouvidos a muitas coisas: as conversas, notícias, e os acontecimentos.
Nesta semana Santa, queremos ter consciência mais profundamente da salvação que nos é dada em Jesus Cristo, deixando-nos transformar através da fidelidade a oração, por meio do sacramento da reconciliação e pela nossa participação nas celebrações litúrgicas ao longo da semana Santa.

Ouvir Jesus! Indagar por sua opinião…escutá-lo, conversar com Ele e assim entrar em relação com Ele, parece algo impossível para muitos. Entretanto, a fé que “ouvir”, diz a carta de Paulo aos Romanos (Rm 10,8). Escutar é mais que ouvir. Podemos ouvir muitos sons e muitas vozes sem prestar atenção ao que ouvimos. Para pode ouvir, no sentido de escutar e acolher a palavra de Deus, para que a harmonia da sua voz possa penetrar em nossa memória, em nossos sentidos e em nosso coração, é necessário o silêncio interior. Á prática desse silêncio nos exorta São João da Cruz:”Uma só palavra falou o Pai, que foi seu Filho, e a diz sempre é eterno silencio e em silencio há de ser ouvida pela alma” (Alvaro Barreiro, Buscar em Deus, p. 97,Ed. Loyola, 2004)

Para escutar a voz de Deus, é necessário entrar na solidão silenciosa, diferente de isolamento que produz tédio, tristeza. Lugares e momentos de solidão é que favorecem a busca da própria identidade, o encontro com deus e com os outros. Diz o evangelista São João. “Quem é de Deus, ouve a palavra de Deus” (Jo 8,47).

Iniciando o nosso recolhimento, dedicada à escuta de Deus…

O silencio de Deus, a experiencia da distancia do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. O silencio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silencio (Exort, verbum domini).
No silencio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silencio e, no sábado Santo – quando «o Rei Dorme(…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (oficio da leitura do Sábado Santo).


Salmo do Amor

- Conheço a tua miséria, as tuas lutas e tribulações da tua alma, as dificuldades e as enfermidades do teu corpo; conheço a tua beleza, os teus pecados e, apesar disso, digo-te na mesma “dá-me o teu coração, ama-me como és!...
 - Se aguardas ser um anjo para te abandonares ao amor, nunca mais me amarás. Embora sejas cobarde na prática do dever e da virtude, embora recaias muitas vezes nessas faltas que nunca mais quererias cometer, não te permito o não me amares. Ama-me como és!
 - A cada instante e em qualquer situação, que te encontrares, no fervor e na aridez, na fidelidade ou na infidelidade ama-me... como és... quero o amor do teu pobre coração; se aguardas ser perfeito, nunca mais me amarás.
 - Porventura, não poderia eu fazer de todo o grãozinho de areia um serafim radiante de pureza, de nobreza e de amor? Não sou eu o omnipotente?! E se gosto de deixar no nada aqueles seres maravilhosos, preferindo o pobre amor do teu coração, não serei eu Senhor do meu amor?
- Minha filha, deixa que te ame, quero o teu coração. Claro que, com o tempo quero transformar-te, mas para já amo-te como és... e desejo que tu faças a mesma coisa; Eu quero ver subir o amor, da baixeza e da miséria.
 - Amo em ti também a tua fraqueza, amo o amor dos pobres e dos miseráveis; quero que dos farrapos suba continuamente um grito: Jesus amo-te!
 - Quero somente o cântico do teu coração; não preciso nem da tua ciência nem do teu talento. Interessa-me só uma coisa: ver-te trabalhar com amor!
- Não são as tuas virtudes que desejo; se Eu desse, sendo tu tão débil, alimentariam o teu próprio amor; não te preocupes com isso. Eu poderia ter-te destinado para grandes coisas, mas não… serás o servo inútil: tirar-te-ei, o pouco que tens... porque te criei só para o amor.
- Hoje estou à porta do teu coração como um mendigo, Eu o Rei dos Reis, bato e espero; abre-me depressa, não aumentes a tua miséria; se tu conhecesses a tua indigência morrerias de dor.
 - O que feriria o meu coração era ver-te duvidar de mim e faltar a confiança. Quero que tu penses em mim toda a hora, de dia e de noite; quero que faças até a acção mais insignificante só por amor.
 - Conto contigo só para me dares alegria... não te preocupes por não possuíres virtudes; dar-te-ei a capacidade de amar além do quanto podes imaginar... mas lembra-te... ama-me como és... dar-te-ei a minha mãe; faz-me passar tudo através do seu coração tão puro.
 - Aconteça o que acontecer, não esperes ser santo para te abandonares ao amor, nunca mais me amarias... vamos!

Escutar o meu interior!

Acolho o silencio que me abre o caminho para o encontro comigo mesma, com aos outros e com Deus mas, sobretudo, ouvi-lo.

Ouvir as Palavras de Jesus!
Dirijo me ao santuário exterior e crio um espaço interior, acolhendo a presença de Deus. Hoje vou repetindo, devagar e pausadamente, palavras de Jesus ou da Escritura. Jesus diz:
Eu Sou a videira, vos os ramos. Aquele que permaneça em mim, como eu nele, esse dá muito fruto, pois sem mim nada podeis fazer (jo 15,5)
«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim» (Jo14,6)
«Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede» Jo.6,35

Escutar a pergunta de Jesus: “ Que queres que eu te faça”? Mc 10,46-52
Agora, imagino-me estar diante de Jesus. Ele me pergunta. Procuro, então, dar-me conta do que eu preciso. O que espero de Ti, Jesus, neste momento de minha oração, agora que inicio esta tarde do silencio? O que desejo e quero de Ti, neste tempo de mais oração, de conversão e, tempo  de estar contigo no silencio e oração!
Sim, Jesus, eu sinto que a pergunta acima me traz mais perto de Ti, desperta-me para um relacionamento mais íntimo consigo. Sei, Jesus, que Tu conheces os meus desejos mais íntimos . Eu sei também que, ao entrar na tua presença, no meu tempo de oração, posso expresar-Te tudo o que sinto e desejo. Olha, Jesus, para o meu desejo mais profundo. Guardo no meu coração um anseio incasável de ver-te, de contemplar-te e andar pelos teus caminhos.

Para ajuda a reflexão pessoal!
Onde esta o meu coração?

O teu coração sabe que a vida não é a mesma coisa sem Ele; pois bem, aquilo que descobriste, o que te ajuda a viver e te dá esperança, isso é o que deves comunicar aos outros. A nossa imperfeição não deve ser desculpa; pelo contrário, a missão é um estímulo consoante para não nos acomodarmos na mediocridade, mas continuarmos a crescer. (AE nº 121).
Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho. (nº 127)
Onde está a tua síntese, ali esta o teu coração. A diferença entre fazer luz com sínteses e fazê-lo com ideias soltas é a mesma que há entre o ardor do coração e o tédio. (nº143)

Ano de Misericordia

É o tempo para a Igreja reencontrar o sentido da missão que o Senhor lhe confiou no dia de Páscoa: ser sinal e instrumento da misericórdia do Pai (cf. Jo 20,m 21-13) […]. » Um Ano em que sejamos tocados pelo Senhor Jesus e transformados pela sua misericórdia para nos tornarmos, também nós, testemunhas da misericórdia. É o tempo favorável para tratar as feridas, para não nos cansarmos de ir ao encontro de quantos estão à espera de ver e tocar sensivelmente os sinais da proximidade de Deus, para oferecer a todos, a todos, o caminho do perdão e da reconciliação».
«Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai», assim começa o Papa Francisco a Bula Misericordia e vultus (n. 1). Na sua encíclica Dives in misericordia, são João Paulo II, também dizia de Cristo: «Ele próprio é, em certo sentido, a misericórdia» (n. 7), e afirmava que a misericórdia «é o segundo nome do amor de Deus».
O Papa Francisco diz: «Misericórdia é o caminho que une Deus ao homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado […].
Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo.

As perguntas para a interiorização

Que Palavra de Deus ou pensamento mais me tocou? Que sentimento predominou durante a oração? Senti algum apelo, desejo, inspiração? Tive alguma dificuldade ou resistência?
Podem ser louvores, pedidos, acção de graças…ir acolhendo o que vier à mente, o que tocar o meu coração,: desejos, luzes, apelos, lembranças, inspirações, ect.
As perguntas propostas pelo Papa Francisco aos religiosos!
-Também nós temos grandes visões e impulso; voa alto nosso sonho?
 -Olha no profundo de teu coração, olha no íntimo de ti mesmo e pergunta-te: - - Há um coração que deseja grandes coisas ou um coração adormecido pelas coisas?
 -Teu coração tem conservado a inquietude da busca ou o tens deixado sufocar pelas coisas, que acabam por atrofiá-lo?

Momento da partilha!

Power Point-Sonho de uma comunidade

Salmo da Comunidade.

 Ref. Como é bom, como é agradável os irmãos viverem unidos! (salmo 133)
 1. Te damos graças, Senhor, porque em Ti, única fonte de felicidade, encontramos o autêntico tesouro. Teu amor nos penetra chamando-nos a partilhar tua vida, a experimentar tua amizade e a aderirmos a Ti, vivendo a vida consagrada a partir da “união de corações”.
 2. Te damos graças, porque te fazes presente em cada um de nossos irmãos, oferecendo segurança, apoio e fecundidade apostólica. Obrigado, Senhor, porque tua vida, feita Eucaristia, é alimento que fortalece nossa vida comunitária e nosso ser de apóstolos.
 3. Senhor, teu amor infinito sonda e penetra o mais íntimo de nosso ser. Tu que nos conheces e compreendes tudo, concede-nos um coração generoso, e faze-nos capazes de partilhar nossa vida na alegria, no encanto e na caridade. Avigora nossa fé e fortalece-nos com uma esperança alegre que se comprometa ao amor autêntico para transmitir Cristo.

A nossa Mãe Maria

Estrela da nova evangelização, ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa, da justiça e do amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da Terra e nenhuma periferia fique privada da sua luz. Mãe do Evangelho vivo, manancial de alegria para os pequeninos, rogai por nós. Amém. Aleluia! (Carta Alegrai-vos)




Bom recolhimento


Odivelas, 23.03.2016
Ir. Mª. Mendes, SSpS

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dia da Vida Consagrada

Papa celebrou Missa no Dia da Vida Consagrada e destacou característica comum aos consagrados: a cultura do encontro

Jéssica Marçal
Da Redação

Nesta terça-feira, 2, dia em que a Igreja celebra a Vida Consagrada, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa no Vaticano com religiosos e religiosas. Na homilia, Francisco destacou uma passagem do Evangelho neste dia em que se encerra o Ano da Vida Consagrada: “Jesus é o rosto da misericórdia do Pai”.
Francisco observou que a festa de hoje, sobretudo no Oriente, é chamada festa do encontro e aqui se pode ver o início da vida consagrada: os consagrados e consagradas são chamados, antes de tudo, a ser homens e mulheres do encontro. Isso porque quem encontra Jesus não permanece igual, torna-se testemunha e promotor da cultura do encontro, evitando o fechamento em si mesmo.
“Os consagrados e as consagradas são chamados a ser sinal concreto desta proximidade de Deus, desta partilha com a condição de fragilidade, de pecado e de feridas do homem do nosso tempo. Todas as formas de vida consagrada, cada uma segundo suas características, são chamadas a estar em estado permanente de missão”, frisou.

Outro ponto enfatizado pelo Papa foi que Maria e José se admiravam com as coisas que diziam de Jesus e protegiam o estupor por esse encontro cheio de luz e de esperança para os povos. Assim também os cristãos, os consagrados, são protetores desse estupor.
“Os nossos fundadores foram movidos pelo Espírito e não tiveram medo de sujar as mãos com a vida cotidiana, com os problemas do povo, percorrendo com coragem as periferias geográficas e existenciais. Não pararam diante dos obstáculos e das incompreensões dos outros, porque mantiveram no coração o estupor pelo encontro com Cristo”.
Essa festa de hoje é, portanto, uma ocasião para aprender a viver a gratidão pelo encontro com Jesus e pelo dom da vocação à vida consagrada, disse o Papa. “Como é belo quando encontramos a face feliz de pessoas consagradas, talvez com idade já avançada como Simeão ou Ana, contentes e cheias de gratidão pela própria vocação. Essa é uma palavra que pode sintetizar tudo aquilo que vivemos neste Ano da Vida Consagrada: gratidão pelo dom do Espírito Santo, que sempre anima a Igreja através dos diversos carismas”.

Fonte: http://papa.cancaonova.com/papa-celebra-missa-no-dia-da-vida-consagrada/